Edição 2015

Estudantes de Campanha, Cambuquira, Careaçu, Lambari, São Gonçalo do Sapucaí e demais cidades vizinhas participaram da décima quinta edição da FLIC – Feira do Livro de Campanha.flic 1

Esta edição foi dedicada a José Borges Netto (1892-1985) e Fernando de Azevedo (1894-1974). O evento aconteceu no Barracão de São Sebastião nos dias 16, 17 de abril de 2015, de 8 às 22 horas e no sábado, dia 18, de 8 às 19 horas.

15ª FLIC, FLIQUINHA e NOITE DE AUTÓGRAFOS CELEBRANDO O LIVRO COMO PATRIMONIO CULTURAL DE CAMPANHA

O LIVRO como patrimônio cultural de Campanha é apresentado como protagonista do evento por meio da homenagem prestada a pessoas que contribuíram para ampliação do acesso da população à informação, à leitura e ao livro. Esta edição foi dedicada a José Borges Netto (1892-1985) e Fernando de Azevedo (1894-1974).

A 15ª Feira do Livro de Campanha é um evento realizado anualmente na cidade de Campanha/MG, desde 2001, pela ONG Sebo Cultural.

José Borges Netto (1892-1985)

Descendente de tradicional família de grandes fazendeiros, localiza­dos no próspero Distrito de Campo Grande, nasceu a 24 de maio de 1892. Filho legítimo de Cristiano Borges e Ana Filomena de Jesus Bor­ges.

Jornalista nato, fundou, dirigiu e foi redator do “O Templário”, “Minas do Sul” e da revista “Alvorada”, esta magnificamente impressa a cores e com selecionado corpo de redatores. Colaborou em vários jornais e revistas como “Sul de Minas”, “O Colombo” (2a fase), “Monitor Sul-Mineiro” (2a fase), “Folha Nova”, “A Campanha”, “O Arrebenta”, “A Folia” e “Cromos”. Por muitos anos, escreveu para o jornal “Voz Diocesana”.

O Centro Cultural Dom Epaminondas, de Taubaté, conferiu-lhe di­ploma por ser considerado o “Decano dos Jornalistas do Sul de Minas”.

Exerceu, ainda, muitos cargos: Delegado de Polícia, Vereador, Pre­feito, Promotor Interino, Inspetor Escolar e, em 1947, trouxe para Campanha uma Agência do Banco Itajubá, do qual foi gerente.

Na sua gestão como prefeito, além de outros melhoramentos, construiu a estrada de automóvel para o Campo Grande e a ponte de cimento armado sobre o Rio Palmela.

Compositor e músico, dedicava-se à flauta. A Corporação Musical D. Inocêncio executa, ainda, músicas de sua autoria.

Escritor, cronista, ensaísta e teatrólogo, escreveu, além do seu livro de estréia “No Silêncio”, as peças “Marimbondos na Cidade”, “Encrenca na Zona”, “O Conselho de São Pedro ou O Milagre de Cristo”, “Esposa Solteira” e “Cenas Ligeiras”; os opúsculos “Noite de Natal”, “A Esponjeira” e “Oração da Fé”.

Dr. Borges era casado com a professora Sara de Azevedo Borges, faleceu com mais de 90 anos a 18 de março de 1985 deixando dois filhos, o médico Dr. Wilmaro e a professora Velina. Wilmaro Borges Netto, falecido em 04/06/2005 era casado com Luci Gonçalves Borges Netto e tiveram 3 filhos : Lucimar, Rogerio e Alessandra. Velina Borges Pereira, falecida em 21/04/2002, casada com Nivaldo Santiago Pereira de Monsenhor Paulo e pais do Marco Antônio Borges Pereira e Márcia Borges Pereira.

A evocação a Dr. Borges foi feita pela sua neta Lucimar Borges Netto, pedagoga e psicopedagoga no Colégio Tiradentes da Policia Militar em Belo Horizonte que veio de Belo Horizonte com seus familiares, especialmente, para a FLIC.

Fernando de Azevedo (1894-1974)

Fernando de Azevedo, professor, educador, crítico, ensaísta e sociólogo, nasceu em São Gonçalo do Sapucaí, MG, em 2 de abril de 1894, e faleceu em São Paulo, SP, em 18 de setembro de 1974.

Foi Diretor geral da Instrução Pública do Distrito Federal (1926-30); Diretor Geral da Instrução Pública do Estado de São Paulo (1933); Membro da Comissão organizadora da Universidade de São Paulo (1934); Diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo (1941-42); Membro do Conselho Universitário por mais de doze anos, desde a fundação da Universidade de São Paulo; Secretário da Educação e Saúde do Estado de São Paulo (1947); Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais, que ele instalou e organizou (1956-61); Secretário de Educação e Cultura no governo do prefeito Prestes Maia (1961); redator e crítico literário de O Estado de São Paulo (1923-26), jornal em que organizou e dirigiu, em 1926, dois inquéritos um sobre a arquitetura colonial, e outro sobre Educação Pública em São Paulo, abordando os problemas fundamentais do ensino de todos os graus e tipos, e iniciando uma campanha por uma nova política de educação e pela criação de universidades no Brasil. No Distrito Federal (1926-30), projetou, defendeu e realizou uma reforma de ensino das mais radicais que se empreenderam no país. Traçou e executou um largo plano de construções escolares, entre as quais as dos edifícios na rua Mariz e Barros, destinados à antiga Escola Normal, hoje Instituto de Educação. Em 1933, quando Diretor Geral da Instrução Pública do Estado de São Paulo, promoveu reformas, consubstanciadas no Código de Educação.

O Dr. Fernando de Azevedo, como ainda é chamado na USP, foi evocado pelo campanhense Giovanni Ferreira, arquiteto de software com grande experiência em projetos inovadores de internet. Com 15 anos de atuação na área, passou por 7 países e atualmente mais de 10 milhões de pessoas em todo mundo utilizam softwares e sistemas web por ele projetados. Atualmente é Diretor da Web Acadêmica, marca de inovação web da Vérsila Educacional.

Abril Poéticoflic 2

Na quinta-feira, a FLIC recebeu o Grupo Lesma (Liga Ecológica Santa Matilde, entidade cultural e ambiental fundada em 1998 em Conselheiro Lafaiete/MG).  Que contou com a participação de Osmir Camilo e Wagner Vieira acompanhados de 3 artistas catarinenses poetas, compositores: Tatiana Cobbett, Marcoliva, Ryana Gabech, que formam o grupo “Sonora Parceria”, de Florianópolis/SC.

A apresentação contou com a participação de estudantes da Escola Comendador Antônio Florêncio Nogueira, de Careaçu e estudantes de várias escolas de Campanha.

Noite de Autógrafosflic 3

• Juarez Moreira (Boa Esperança/MG) – “Caro Lalá – um romance, uma canção” Uma obra de ficção baseada em fatos reais, de 1935 e anos seguintes, sobre Lamartine Babo, que sobrevive no imaginário e no coração dos apaixonados pela música e pela literatura. O livro foi ilustrado pelo campanhense Vitor Marques Borges.

• Paulo Lucas Pereira Nani (Campanha/MG) – “Sem olhar pra trás”. Um romance policial, que segundo o autor “o projeto de um livro policial remonta a uma longa data, pois era um sonho seu escrever uma história policial quando tinha ainda quinze anos”. É também uma homenagem à sua mãe Jandira, que sempre amou os livros, apesar de não ter frequentado nenhuma escola em toda a sua vida e também porque se passa em grande parte no interior, palco onde raramente se vislumbra esse tipo de romance. A história começa em Belo Horizonte, entremeia-se numa pequena cidade e culmina na Capital de São Paulo. Parte dos recursos arrecadados com a venda dos livros é revertida em favor das obras da Catedral Santo Antônio.

• Reginaldo Horta Azevedo (Vitória-ES) – “Parkison – o mal”. Reginaldo, natural de Belo Horizonte, jornalista, escritor, relata, os preconceitos, as dificuldades, a busca da cura e todo o envolvimento de se conviver com o Mal de Parkison.

Na Noite de Autógrafos apresentou, também, “Raízes dos Horta, escrito com seu tio José Carlos Ferreira Horta. O estudo genealógico é baseado nas raízes de Amador Bueno Horta e Hilda de Oliveira Ferreira Horta, vivenciadas no casarão, situado à rua Evaristo da Veiga, 285, em Campanha, onde moravam Amador, sua esposa Hilda, seis filhos, a mãe dela Oliva e sua irmã Zoraida e Ordália – irmã de Hilda.

Apresentou, também, seu sexto livro, com quase 40 contos “Vou te contar”, integrante do Projeto Nossolivro, editado pela Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.

• Yvelise Queiroz e  Crepaldi (Itajuba/MG) – Em “A visita de Fabiana” a dor e a alegria andam de mãos dadas em cada conto, expandindo o olhar do leitor – mesmo o menos atento – a universos secretos e inexplorados da natureza humana. Yvelise é membro da Academia Itajubense de Letras, desde 2008.

• Jorge Lemos (Lambari/MG) – “Vítimas – prazer é um impulso perigoso”, infelizmente, não pode estar presente, mas, deixou vários exemplares para que a ONG Sebo Cultural distribua as bibliotecas do município.

Programa Vale-livros

A presença de grande número de estudantes presente à FLIC se deve ao Programa “Vale-livro”, que é adquirido e distribuído pela Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal investindo recursos para a distribuição de R$ 5.500, 00 em vale- livros. Estudantes das escolas rurais, EJA, Casa da Criança e APAE também foram contemplados com o Programa “Vale-livro” realizado, ininterruptamente, desde 2003.

Para eventos futuros, a organização da FLIC busca novas parcerias objetivando a distribuição de 10 mil reais em vale-livros para os estudantes da rede de ensino de Campanha e cidades vizinhas. E também, entendimentos, com a Prefeitura Municipal para que na próxima FLIC sejam destinados vale-livros aos professores da rede municipal de ensino. Sugestão que será avaliada pelo prefeito Roberto Silva e seu secretariado.

Desde 2003, já foram distribuídos mais de 36 mil vale-livros.

Fliquinha

A exemplo da 14ª edição da FLIC-Feira do Livro de Campanha, que contou com o projeto piloto de um programa continuado de leitura, desenvolvido ao longo do ano, a FLIQUINHA, na EEZO, uma escola pública campanhense, mais inovações aconteceram com a 15ª edição. Agora, o programa de formação de leitores ampliou suas ações, utilizando mídias e tecnologias contemporâneas e se estendeu para as cidades sul-mineiras, a FLIQUINHA agora é e-fliquinh@ , uma versão virtual.

A partir de Campanha, aconteceram as visitas guiadas, gravadas e trabalhadas por meio de vídeos e podcasts, além das oficinas virtuais artísticas para produção do livro (desenho, caligrafia, histórias em quadrinhos, mangás, graffiti, aquarela, gravura, tipografia, fotografia, vídeo, papel artesanal, encadernação), uma vez que a cidade é o “berço” das ações do Gutenberg Sul-Mineiro, Vigário José de Sousa Lima com a 1ª fábrica de tipos móveis metálicos, a 1ª biblioteca de Minas, também dos Irmãos Xavier da Veiga com sua atividade livreira, a 1ª livraria de Minas, a edição 1a enciclopédia popular do Brasil dentre outros feitos. Tudo trabalhado sob a ótica das lembranças do patrono Fernando de Azevedo e sua meninice leitora em Campanha.

Arte rupestre

Trabalhos sobre arte rupestre de alunos da Escola Municipal do Catiguá, zona rural de Campanha foram apresentados na FLIC, sob a orientação das professoras Aline Graciosa e Fernanda.

Cantina

Possibilitando maior entrosamento e receita para as entidades filantrópicas da cidade, a exemplo de anos anteriores, a coordenação da FLIC ofereceu o espaço da cantina para a que Casa da Criança pudesse atender ao público presente ao evento.

Organização

Organizada pela ONG Sebo Cultural – Ponto de Leitura e integrante do Calendário Nacional de Feiras de Livro e Calendário de Feiras e Eventos, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, a FLIC conta com o apoio de expositores de Divinópolis, que desde 2006 são parceiros nos eventos culturais promovidos em Campanha. O evento contou com a venda de livros novos e usados, a partir de R$1,00, discos de vinil, estudantes dos cursos da UEMG – Campus Campanha, visitas as bibliotecas da cidade, Museu Regional, Casa de Vital Brazil e Centro de Estudos Monsenhor Lefort, entre outros.

O coordenador José Reinaldo “registra que a FLIC, em sua 15ª edição, vem cumprindo a missão a que se destina, através da complexidade de suas ações e da continuidade das mesmas têm destacado seu papel na luta pela leitura e pela formação de novos leitores, possibilitando a formação de leitores cidadãos, críticos e comprometidos com as transformações necessárias a nossa cidade e ao nosso país”.

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